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Campo Formoso 135anos / Eurycles Barreto – A Poesia em verso, prosa, música e fotografia

11050697_1455216288113350_3852740023601184236_nEurycles Alves Barreto: Natural de Mundo Novo (BA), nasceu no dia 19 de Outubro de 1896, filho de José Alves Barreto e Maria do Carmo Barreto. A partir de 1919, residiu em Morro do Chapéu, onde foi escrivão de paz, escrivão do civil, escrivão do júri e escrivão da coletoria federal, alem de um destacado colaborador do Correio do Sertão. Tinha por Morro do Chapéu e Campo Formoso enorme carinho. A estas duas cidades estava ligado por laços profundos de amizade e de reconhecimento pela bondade com que foi acolhido nestes locais. Foi casado com Basilissa Guimarães Barreto (02/08/1900 – 22/03/2003).

Em janeiro de 1937, transferiu-se com a família para a cidade de Campo Formoso, Ba., com a finalidade de exercer a função de Coletor Federal.
Poeta exímio, prosador emérito, pena ligeira e delicada que por muitos anos dedicou àqueles que tiveram a felicidade de ler os seus versos e prosas. Sempre atraído pelo bem, Eurycles Barreto era dotado de cativante sentimentalismo, cavalheirismo, amante da música e das artes, aliado a uma grande inteligência.

Em Campo Formoso viveu de 1937 a 1954 onde escreveu muitos versos e dirigiu inúmeras peças de teatro. Seus poemas de uma simplicidade comovente bem demonstraram a pureza e a bondade deste grande sertanejo. É o autor da letra do Hino a Anchieta, hino oficial das Escolas Reunidas José de Anchieta:”Quando tudo era trevas na Pátria E onde só dominava o gentio Como um sol de suprema grandeza Anchieta nas selvas surgiu… ”

Em 1954, aposentado, contrafeito, teve que se deslocar para a cidade do Rio de Janeiro onde já residiam quase todos os seus filhos. Posteriormente foi para Brasília. Indo a passeio a São Paulo teve que fazer uma cirurgia de emergência onde veio a falecer no dia 21 de julho de 1974.

Alguns dos seus livros publicados: Flores Incultas (versos); Sertanejas (versos); A verdade na História (poema). Obras a publicar: Fitando o Além (versos); Rosas e Espinhos (novela); Castigo do Vício (drama); O Império das Circunstâncias, Sombras do Meu Caminho e Fim de Safra (livro de crônicas).

Idoso, Eurycles Barreto produziu versos que eram como uma despedida:

“Com os olhos do pensamento
Lembro a estrada percorrida
E sinto um contentamento
Sublime, na minha vida.

É que, se tive tormento
Nesta tarefa vencida
Cheguei ao fim sem lamento
Sorrindo, de fronte erguida.

E vejo que, nos meus rastros
Vêm seguindo atentos, castos
Aqueles a quem amei.

Cantando as flores nascidas
Das sementes tão queridas
Que na estrada semeei.”

#Campoformoso135anos

Imagens históricas de Eurycles Barreto (1937): A Construção da rua do Cais, a família Barreto no Casarão e a Fonte da Antonica

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